quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Reflexão do fim de ano 31/12/25

Gente quanta coisa nova nesse ano!

Parceria de  Bike nova do Henrique e muitas parcerias dos bons e velhos amigos também. 

A bike me levou muito mais longe e lugares que a muitos anos eu sonhava.

Infelizmente não pude ir em nehum Audax Floripa e nem Ultra Biker Vale Europeu...

Mas os principais foram: Madre Paulina 300km duas vezes.

Depois de 10 anos fiz bate volta novamente para Florianópolis 340km

Também depois de 10 anos consegui ir para Curitiba bate volta no Jardim Botânico 365km.

Essas e muitas outras pedaladas épicas na parceria do Hemrique e Jeferson. 


Também na parceria do Jefo uma vez remada bate volta 30km no Centro Histórico de São Francisco do Sul e uma vez sozinho na escuridão da madrugada.


Corridas de rua foram poucas somente cinco provas durante o ano todo, mas todas classificado com troféu na minha faixa etária.

E como Staff entregando água na corrida do Aeroporto, do Condor e Life run no Parque Perinni


Montanhismo e trail running fiz Staff Fecha Trilha na Jaraguá Sky e Perdidos Maraton 50k

Participei da Strong Trail com patrocínio do próprio dono da prova Anderson Barbacovi e fui muito bem obrigado!

Também fiz Staff Fecha Trilha nas corridas de obstáculos Strong Race noturna e diurna, assim como Staff.

Entrei na fila de espera para ser Fecha Trilha na prova da Mons Trail em Nova Trento mas cansei de esperar e aceitei convite do Davison e Marcelo para participar do Desafio no Itinga do grupo de corridas Corre Araquari. 

A corrida consistia em fazer 21km fracionado como quisesse ou no dia marcado para presencial e essa distância de forma única percorrendo um belo e bem projetado percurso misturando asfalto, estradão e trilhas até o local inicial novamente onde todos eram aguardados com muita festa, mesa de frutas, medalha e chopp pra quem gosta.

Fiz muitos treinos longos com o bom e velho amigo Marcos Miranda tanto pela rua quanto por trilhas, praias e no Morro  Araçatuba PR, só não conseguimos ir no nosso amado Monte Crista. Mas já combinamos para subir assim que houver uma oportunidade. 


Ultramaratona do Piraí 50k conclui minha quarta participação com Miranda e Cassiba, infelizmente os organizadores jogaram a toalha e esta foi a última deste evento...

Falando em ultra, fui correndo com Edsandro da estação Ferroviaria de Joinville até a Estação Ferroviaria do Rio Vermelho em São Bento do Sul fechando mais de 100km pelo trilho.

No mesmo dia combinamos de logo fazer o trajeto inverso,  mas devido a compromissos do amigo acabou o ano e não fizemos, provavelmente essa vai ser mais uma daquelas aventuras que fica esperando por anos para ser concluída hehe





Conclusão: mesmo sem muita verba disponível para me inscrever em eventos que gostaria muito, consegui passar mais um ano da minha vida fazendo muitas atividades que Amo!

Inclusive foi o melhor ano de todos os tempos na corrida, bati meu Recorde Pessoal de distância num único ano.

Na bike também foi o ano que mais pedalei depois de 9 anos. Foram quase 5.000km, faltou muito pouco pra fechar, mas pra mim que praticamente não pedalo durante a semana está BÓTIMO! ( Mais que bom, melhor que ótimo ) hahahaha


Não sou mais nenhum garotinho, pois no próximo ano estarei indo para o 5.4 turbinado de fábrica! Mas é ali em meio a natureza ou no acostamento do asfalto que me sinto pleno fazendo o que me faz bem e faz me sentir vivo de verdade, pois é naquele momento fazendo força ou exausto com corpo fadigado que sei que sou capaz de concluir qualquer objetivo que me proponho a fazer.

Lembrando que se eu entro num desafio é porque faço isso a muitos anos e conheço muito bem meu corpo.

E claro que a partir do momento que iniciamos uma jornada, já não estamos mais no controle da situação,  pois daí já são muitas outras variáveis no processo assim como tipo de terreno, os intempéries da natureza, as pessoas desconhecidas pelo caminho e veículos de todos os tipos que interferem diretamente neste circuito maluco que muitos chamam de Riscos!

 

Porém não gosto de pensar desta forma e sim que estou fazendo algo de bom para mim e para minhas memórias quando eu não tiver mais forças para realizar tudo isso.


Então é isso pessoal!

Agradecer a Deus por me dar essa disposição e força de vontade para conseguir sair do porto seguro e cômodo da minha casa e encarar horas e horas, dia e noite em cima da bike, correndo ou caminhando e principalmente por permitir retornar pro meu lar sã e salvo com a mesma saúde que parti.


A gente se encontra ano que vem pelas estradas da Vida ou por aqui para quem quiser apenas fazer uma leitura dinâmica das aventuras. 

AQUELE ABRAÇO E ATÉ A PRÓXIMA!!!


terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Araçatuba 02/12/25

 Dia posterior ao pedal no Morro do Cachorro. 

Confesso que ainda estava bem cansado e as pernas pesadas mas não podia jamais recusar o convite do Miranda para subirmos essa montanha Maravilhosa que é o morro do Araçatuba PR.


O relato completo vou escrever assim que possível,  pois se não postasse agora iria ficar com registro do próximo ano.

Ontem fiz um pedãozão com Henrique e cheguei em casa antes do almoço e recebi a mensagem do Miranda convidando para ir na Montanha Araçatuba domingo de madrugada...

Claro que aceitei e as 3:30 horas ele passou lá em casa me buscar.

Paramos no posto Rudnik para tomar um café puro e esperar os outros amigos.

Logo chegou o Renato Bressan com a Amora e dois amigos, também o Cassiba com o Augusto.

Serra acima logo estavamos na fazenda Araça e partimos ao ataque do cume!







A gaelra estava sedenta por montanha e não dava trégua no ritmo da subida!
Minhas perninhas estavam pesadas e bem cansadas, mas não podia perder o vácuo dos amigos e ia ali lutando.
Chegamos no topo e o dia estava lindo. A paisagem "capa de revista" e todos muito contentes e animados.
Tiramos as fotos oficiais ( e vou dizer hein, hoje essas minhas fotos ficaram demais hehe )
Cogitamos a ídéia de ir até no morro da Baleia e Moréia, ainda bem que ficou só na ideia kkk
Até iria junto mas agradeci por desistirem e iniciamos a volta.
Descemos pela trilha da Lapinha com muita empolgação e bate papos.
Rapidamente chegamos na fazenda novamente e trocamos de roupa, conversamos mais um pouco e cada um seguiu seu caminho para casa.

O Miranda me trouxe para casa e antes do meio dia estava de banho tomado esperando o almoço hehe
Mais um PERFECT DAY na montanha em contato direto com a natureza e se reconectando com o Universo!
ATÉ A PRÓXIMA E AQUELE ABRAÇO!!!









Morro do Cachorro 06/12/25

Alguns dias atrás passamos perto de bike e apontei pra lá. 

Descobri que era um lugar que o Henrique queria conhecer a muito tempo, então já marcamos o conhecimento kkk

Nos encontramos na Igrejinha da Rodovia do Arroz às 3:30 e partimos. 




Muita conversa e risadas, paramos no posto de combustível antes da cidade de Massaranduba para recarregar água e fazer um lanchinho.
Depois paramos no portal da cidade para tirar a foto oficial e seguimos para subir a serrinha da Itoupava.
Quando descemos a primeira parte começou amanhecer, mas o clima continuava agradavel para pedalar e subir a segunda parte e depois só descer para entrar na primeira rua à esquerda ( Rua Rio Bonito ).
Antes paramos para fazer um lanche mais reforçado, pois dali em diante era só subida sem trégua até o topo.
A estrada de 4km que leva até a entrada da trilha já é um desafio por si só.
Quando chega no topo já entra na estradinha à direita para iniciar o Morro do Cachorro.





A trilha tem 5,5Km e é inclinada com muita pedra e buracos.
O Henrique tinha ido um dia antes no morro da Antenas em Jaraguá, mas concordou comigo que lá ainda era pior que esse Cachorão.
Fomos subindo, fazendo força que nem cachorro mas batendo papo até lá em cima.
Chegamos no topo e agora colocaram um portão antes da rampa de parapente.
Em seguida já começamos a descer e também tem que ter bastante cuidado sim! 
Paramos na cachoeirinha na beira da estrada para pegar água.
Na estrada novamente tomamos outro caminho para sair na rodovia e conforme foto abaixo, é possível ver a imponente Montanha ao fundo.




Na volta depois de Massaranduba paramos novamente no posto de combustível para hidratar e fazer nosso lanche antes da pernada final.
Recarregamos as garrafas de água e partimos para os últimos 55Km até em casa e agora sem mais paradas programadas.
Nessa hora o Sol estava muito forte, mas faz parte do rolê né.

Depois da Rodovia do Arroz entrei para o bairro Morro do Meio e o Henrique tocou direto pelo Vila Nova.
Mais um passeio extraordinário em parceria deste cara sangue bom meu Amigo Henrique!!
ATÉ A PRÓXIMA E AQUELE ABRAÇO!!! 






Rio dos Cedros 01/12/25

Fazia bastante tempo que queria subir a serra do Jaraguazinho. Saudades dos pedais naquela região incluindo partes do Circuito do Vale Europeu.

Para minha grata surpresa o Henrique também estava com a mesma vontade e convidou para pedalar exatamente nesta região.

Então as 4h nos encontramos na Igrejinha da Rodovia do Arroz e partimos.

Passando por Jaraguá do sul já clareou o dia e logo apareceu já trazendo o calor do dia.





Subimos a serra e fizemos a parada obrigatória para tirar foto na placa dos 742M de altitude.
Aproveitei pra fazer a seção nostalgia com Henrique para repassar o conhecimento ciclistico muito importante.
"Na decada do ano 2008 à 2012 essa placa era o sonho de consumo de todo ciclista de Joinville"
É que nessa época esse era tido como o grande desafio no pedal e geralmente as pessoas iam e voltavam de carro até lá perto.
A serra tem 10Km de subida bem íngrime com muitas curvas e belezas naturais e hoje em dia a estrada está 10x melhor do era antigamente.




A partir dali iniciam alguns trechos do Vale Europeu.
Agora era apreciar as barragens lá em cima até a grande descida para Rio dos Cedros.
Naquele momento fiquei questionando Henrique sobre a rota que estava jogando a gente pra outras serras e lugares que eu não queria ir.
Já estava quase fazendo a volta pra voltar quando ele me convenceu que o caminho era este mesmo.
E ele estava certo mesmo, descemos uma longa estrada ingrime mas toda asfalto até o comercio da Tia do Jefo que já pedalamos para almoçar ali no Bar Trevo em 2013.
Porém naquela época era estradão de terra cheio de buracos e funcionava o sistema de caminhão pipa para conter a poeira.





Depois do Bar continuamos descendo e chegamos no objetivo do Henrique no Rota Bike Café que também é ponto de registro no Circuito do Vale Europeu.
Fizemos um lanche reforçado, hidratamos, conversamos bastante com proprietário que também é ciclista e fomos embora.
Pra variar ele falou que não tinha mais subidas agora, só um morrinho mais pra frente...
Eu tava cansado e queria acreditar nisso e acreditei claro...
O morrinho era uma serrinha de 5km e depois mais um trechão até essa placa do Rio Ada, onde a gente iria realmente enfrentar a última subida do dia que era a Estrada Carolina.


Estrada Carolina


Vou dizer, todas as vezes que passei nessa estrada foi muito cansado e com Sol de rachar o coco na lomba!
E desta vez não foi diferente hehe
A parte da subida forte até o topo onde tem aquela placa de "Carolina" que antigamente era uma placa dessas grandes azul informava a divisa dos municípios.
Depois ela continua com uns sobe e desce mais tranquilos até na próxima bifurcação que para direita vai pra Pomerode e esquerda ( nosso destino ) Jaraguá do Sul.
Só descer os 4km de outra serrinha e chegamos lá em baixo no Rio da Luz e mais uns bons kilometros na Malwee para descansar na sombra e recarregar as garrafinhas no bebedouro free.



Atravessamos a cidade e passamos por dentro de Guaramirim e logo acessamos a Rodovia do Arroz.
Ali mesmo cansado já tenho a sensação de falta muito pouco já estarei em casa.
Só levar o carro pra casa!
E assim foi até na entrada do bairro Morro do Meio onde me despedi do amigo e segui por ali.
Henrique continuou para o Vila Nova e depois pra casa dele no Bom Retiro.
Nem lembro que horas cheguei em casa, mas estava feliz por concluir este objetivo que me trouxe novas boas memórias daquele lugar maravilhoso.
Agradeço a Deus e ao amigo pela parceria forte de sempre.
ATÉ A PRÓXIMA E AQUELE ABRAÇO!




Faxinal do Bepe 01/11/25

 Sr. Jeferson tinha um sonho de conhecer esse lugar que eu nunca tinha ouvido falar...

Mas convidou tô dentro e vamos embora!

Então as 3 da matina ele chegou na minha casa para irmos até Blumenal. Lá deixamos o carro no posto de gasolina no centro da cidade e partimos pro pedal.





Atravessamos a cidade e logo entramos na estrada que logo inicia o caminho.
Desde então já começou a subida, mas de uma forma bem suave que vai aumentando inclinação aos poucos.
Depois de 20Km começa a trilha realmente e daí tudo se transforma! É mata fechada e muita subida bem inclinada, muita lama mesmo no tempo seco.






Vou confesar, até hoje não tinha passado num lugar com tanta dificuldade pra pedalar e tanta lama por tantos kilometros.
Ia subindo e xingando o melhor Amigo, mas ele nem ouvia porque já estava longe na frente kkk
A estradinha se transformou em trilha, daqui a pouco a trilha se transformou em leito de rio!
Sim um grande trecho por cima das pedras lisas e não existe atalho ou bifurcação para cortar caminho.
Quando chegamos num topo que parecia que ia ficar tudo plano agora, nessa placa famosa em fotos desta região "Volte Sempre", o maldito tava lá me esperando rindo me convidando pra vir novamente na próxima semana...
Claro que a minha resposta foi "nunca mais"!!! kkkk
já estavamos umas 2 horas no meio do mato e o GPS indicava que tinha muita subida pela frente ainda.
E não deu outra, as subidas insanas continuaram, pois estavamos praticamente no meio do trajeto.
Mas descia bastante também e esse era meu receio descer porque sabia que tinha que subir tudo de novo...
Depois de uma parte de descida também praticamente dentro do rio, finalmente chegamos no ponto mais alto da estrada a 803 metros de altitude.
Dali pra frente a estrada melhorou mas as subidas continuaram e precisava abrir e fechar algumas porteiras de fazendas de gado.




Ponto mais alto do passeio 803m


Mais um pouco pra frente saímos na estrada principal que leva a cidade de Apiúna.
Paramos no primeiro mercado que vimos e sentamos pra lanchar.
Pensei que estava perto mas ainda faltava uns 10Km até lá...
A estrada beirando um rio era possível ver o morro do Dom Bosco que estive lá com Henrique mês passado.
Ali o pneu traseiro do Jefo começou esvaziar e paramos pra encher.
Continuamos e logo estavamos no centro de Apiúna onde o pneu esvaziou de vez e precisamos parar para realizar o conserto,  pois era tubelles e necessitava colocar uma camara de ar agora.
Sem crise, ninguém estava com pressa, então sentamos e fizemos o que precisava fazer.
Deu uns probleminhas mas depois de tudo certo continuamos a viagem.







De Apiúna de volta pela rodovia são aproximadamente mais 40Km.
O Sol estava forte castigando esse corpo cansado, mas o Jefo não conhece as palavras "parar" "paradinha" "diminuir"  "devagar" kkk
Então o negócio é fazer força e aguentar na roda pra chegar mais rápido hehe
Mas aquele trecho é bom demais e nós dois temos muita história pra contar por ali e passa rápido mesmo.
Eu achava que a rota que o Jefo criou ainda teria que passar por Pomerode, então fiquei ali atrás bem quietinho esperando onde deveriamos entrar.
Mas felizmente era só seguir direto e logo chegamos em Blumenal.
Seguimos até o carro e trocamos de roupa entramos no posto para ir ao banheiro e tomar uma coca, entramos no carro e zarpamos pra casa acho que eram umas 14 horas.

Só tenho agradecer ao amigão Jefo pelo convite, transporte e a maravilhosa parceria de muitos anos.
ATÉ A PRÓXIMA E AQUELE ABRAÇO!